Assim como as árvores, que no outono se desnudam para se renovarem
e darem novos frutos, também nós devemos despirmo-nos dos preconceitos que nos
inibem de uma renovação interior, no sentido de continuarmos a crescer e a
frutificar, mesmo que nos situemos já no crepúsculo da vida.
Há momentos em que nos deparamos com obstáculos nos
caminhos que percorremos, que muitas vezes nos parecem intransponíveis e
quase que desistimos de alcançar o rumo traçado. A natureza, espontaneamente, ensina-nos
a ousar. No alto dum penhasco uma pequena árvore subsiste firme.
É no meio do sofrimento
quando a angústia nos sufoca a alma e a vida parece deixar de fazer
sentido, que passamos a valorizar as coisas mais simples, que tantas vezes estavam aquém
dos nossos horizontes.