Por vezes as palavras voam como folhas ao vento deixando
uma inquietude na alma. Há que saber aguardar pela primavera para que, como as flores,
brotem em profusão.
É outono e uma certa nostalgia invade-me. As folhas caem
e com elas algumas das minhas interrogações acentuam-se. Cada folha é como uma
esquiva inquietude que não me deixa perceber o teu afastamento. Será que a
apatia se apoderou de ti e te impede de contemplar o mundo? Há tanto ainda para
viver e entender.
A natureza é deslumbrante e tal como numa tela gigante as cores misturam-se num convite que me impele a observar e a contemplar! Apenas o som do silêncio me envolve! É um momento de paz.